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terça-feira, 3 de maio de 2022

Toque dos Orisas - Ketu

 Nomes dos Toques dos Orixás na Nação Ketu:

ADABI – Bater para nascer é seu significado. Ritmo sincopado dedicado a Esú.

ADARRUM – Ritmo invocatório de todos os Orixás. Rápido, forte e contínuo marcado junto com o Agôgô. Pode ser acompanhado de canto especialmente para Ogun.

AGUERE – Em Yorubá significa “lentidão”. Ritmo cadenciado para Osóssi com andamento mais rápido para Iansã. Quando executado para Iansã é chamado de “quebra-pratos”

ALUJÁ – Significa orifício ou perfuração. Toque rápido com características guerreiras. É dedicado a Sangô.

BRAVUM – Dedicado a Osumaré .Ritmo marcado por golpes fortes do Run.

HUNTÓ ou RUNTÓ – Ritmo de origem Fon executado para Osumaré. Pode ser executado com cânticos para Omulu e Sangô

IGBIN – Significa Caracol. Execução lenta com batidas fortes. Descreve a viagem de um Ancião. É dedicada a Osalufan.

IJESA – Ritmo cadenciado tocado só com as mãos. É dedicado a Osum quando sua execução é só instrumental.

ILU – Termo da língua Yorubá que também significa atabaque ou tambor

BATA – Batá significa tambor para culto de Egun e Sangô . Ritmo cadenciado especialmente para Sangô. Pode ser tocado para outros Orisás. Tocado com as mãos.

KORIN- EWE – Originário de Irawo, cidade onde é cultuado Ossain na Nigéria. O seu significado é “Canção das Folhas”.

OGUELE – Ritmo atribuído a Obá. Executado com cânticos para Ewá.

OPANIJE – Dedicado a Omulu, Onile e Sapanã. Andamento lento marcado por batidas fortes do Run. Significa “o que mata e come”

SATÓ – A sua execução lembra o ritmo Bata com um andamento mais rápido e marcado pelas batidas do Run. Dedicado a Osumaré ou Nanã. Significa a manifestação de algo sagrado.

TONIBOBÉ – Pedir e adorar com justiça é o seu significado. Tocado para Sangô

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Saudações e respostas aos Orisas




ORISA
SAUDAÇÃO
RESPOSTA



Eÿu
Laroiê Eÿu
Laroiê
Ogun
Ogun Lepede ô fará patacori jessé jessé me runtó
Ogun
Oÿossi
Oÿossi ejç golumi
Okê aro
Oÿun
Orâ yê yê o Oÿun
Orâ yê yê o
Logun
Logun
Lossi lossi
Ossain
Ewé ewé
Assa
Omulu
Ajibero
Atotô
Oÿumare
Awoboboy
Awoboboy
Ewá
Ewá
Irô
Obá
Eparrei Obá
Obá ßire
Oya
Afun lelê ti eparrei
Eparrei Oya
ßangô
Kawo kabisile oba
Kawo kabisile
Iemanjá
Saluba Assaba Yagonam, Janayna Kianda Ynaie, Adofiaba
Odoia
Nana
Saluba Nanã
Saluba
Oÿala
Oÿa
ßeu êpa Bàbá


ORISA
SAUDAÇÃO
RESPOSTA



Eÿu
Laroiê Exu
Laroiê
Ogun
Ogun Lepede ô fará patacori jessé jessé me runtó
Ogun
Oÿossi
Oÿossi ejç golumi
Okê aro
Oÿun
Orâ yê yê o Oxun
Orâ yê yê o
Logun
Logun
Lossi lossi
Ossain
Eu Eu
Assa
Omulu
Ajibero
Atotô
Oÿumare
Arroboboy
Arroboboy
Ewá
Ewá
Irô
Obá
Eparrei Obá
Obá Xire
Oya
Afun lelê ti eparrei
Eparrei Oya
ßangô
Kawo kabisile oba
Kawo kabisile
Iemanjá
Saluba Assaba Yagonam, Janayna Kianda Ynaie, Adofiaba
Odoia
Nana
Saluba Nanã
Saluba
Oÿala
Oxa
Xeu êpa Bàbá



domingo, 8 de julho de 2018

Um pouco sobre nossos Orisás


ESU:

Tem como função dinamizar, mobilizar, transformar e comunicar.
É o passado, presente e futuro. Nele estão contidos o bem e o mal. É a manifestação de tudo que existe.
Esu é representado com um porrete de nome OGÓ que o leva em segundos à quilômetros de distância. Também atrai através de magnetismo, objetos situados à longas distâncias.
Ele é astuto e sutil.
Como feiticeiro é extraordinário em seu poder. Nada é impossível para Esu. É o ponto vital, o equilíbrio do mundo, que sem ele seria o caos.
Na maioria dos itãns na África é tido como brincalhão das estradas, o mensageiro, o encrenqueiro e o porteiro interesseiro.
Cuidar de Esu às segundas-feiras é o mesmo que cuidar de sua segurança, na vida material e espiritual.
Filho primogênito de Osalá e Iemanjá.
*Cuida-se se Esu as segundas por que consideramos o inicio da nossa semana, porem todo dia é dia para se cuidar.

OGUN:

É aquele que sempre abre as estradas, que vai na vanguarda, que desbrava os caminhos com o seu facão. Orisá violento e guerreiro, eterno vencedor.
Foi Rei de Ifé e conquistador do reino de Ire.
Veste um saiote chamado mariwó (feito com as franjas das folhas verdes da palmeira).
É tido como filho de Iemanjá, irmão de Oxossi e Esu.
Ao mesmo tempo que caça, inventa as armas e ferramentas. Foi um profundo conhecedor dos segredos das florestas, onde vivia com Oxossi e Ossain.
Destemido caçador, tornou-se guerreiro e ferreiro.
Conta uma lenda que Ogum não gostava de civilização, vivendo eternamente no fundo da floresta. Osun, com sua doçura, conseguiu conquista-lo, trazendo-o para a cidade. Nessa oportunidade, ela necessitava de ajuda pois precisava de proteção.
Foi marido de Iansã, cujo segredo descobriu. Depois viveu com Osun (antes desta casar com Oxossi e depois com Sangô). Viveu com Oba, após vencê-la em uma luta.
Ogum gostava de beber e comer carne de cachorro (especialmente crua), seus músculos eram considerados de aço.
Sua ira era terrível. Era conhecido como decepador de cabeças e vingador das injustiças.
É o protetor das artes marciais, da agricultura, dos policiais e daqueles que lidam com ferro.

IEMANJÁ:

Sua origem é iorubá, da nação dos Egbá (onde existe um rio com este nome). O nome Iemanjá significa: mãe dos filhos peixes.
É tida como filha de Olóòkun (o mar).
Suas lendas contam que teve vários casamentos e muitos filhos.
Simboliza a maternidade fecunda e nutritiva.
É vista como uma senhora de seios volumosos, matrona, de ar senhorial, de movimentos ondulantes, andar cadenciado, com gestos finos e estudados que a torna envolvente.
Dizem que as estrelas são as folhas que enfeitam o seu manto e que as pedras preciosas lhes dão o brilho, tornando-a bela e irresistível.
Também recebe o nome de Inaê, Janaina e Olosun.

OSUN:

Nasceu de Iemanjá, ou é a extensão dela.
Muitos a consideram a filha preferida de Osalá.
É a dona do ouro, do coral e do âmbar. Adora o cobre.
Sua origem é iorubá, da nação Ijexá.
Uma de seus Itans a liga ao rio Osun. Os africanos a veem como uma jovem de cor de cobre, com a boca carnuda, olhos vivos, nariz afilado, corpo exuberante e ágil e sedutora.
Tem o título de Iyalode (mulher instruída, rainha, senhora, importante).
Considerada dona do amor, do rio e da fertilidade. É a sereia dos rios.
O mel é o seu elemento essencial, assim como a gema do ovo.
Está ligada por mitos e lendas a diversos Orisás (por meio de seus atributos femininos, conquistou a todos e criou inimizades entre eles).

OSÓSSI:

O rei da mata, divindade da caça. Protetor de todos aqueles que tiram o seu sustento da floresta. Seu grito de guerra assemelha-se à um latido (por ser caçador). Está ligado à terra virgem. Vive na floresta, gosta de ar puro e liberdade.
Protetor do acesso às plantas (só penetra no mato aquele que tem a sua autorização e está verdadeiramente preparado).
Osóssi é considerado do país de Keto, onde foi príncipe. Mantém ligação com Ossain e Ogun, além de ser considerado marido de Osun.
Ele que torna eficaz as expedições dos caçadores, propiciando caça abundante. Aprendeu com Ossain o segredo das folhas, usando-as para salvar vidas.
Nas expedições é sempre quem descobre os lugares certos e favoráveis para sua instalação. Torna-se o primeiro ocupante dos locais onde surgem vilas e roçados.
Por ser o único à possuir armas, é o guardião noturno de sua comunidade.
Filho de Osalá e Iemanjá.

 OMULU / OBALUAIÊ:

SAPANÃ (nome dado aos 2). Sapanã velho = Omulu. Sapanã novo = Obaluaiê.
Omulu significa: filho do Senhor. Omulu é manco, sua morada é fora de casa, isolada, no meio do mato.
Juntamente com Ogun, ele controla as estradas. Identificado com o Sol do meio dia, por isso chamado de RAIO DE SOL.
Inspira medo e respeito. Seu controle é difícil. Constitui uma ameaça constante.
Rico de significados e de difícil acesso.
Obaluaiê quer dizer senhor da terra. É originário do território de Tapá (também chamado Nupê). Fixou-se no Daomé (território Mahí).
Tido como filho de Nanã e irmão de Osumaré. Orisá de poderes extraordinários.
Está relacionado com a morte. Relacionados aos cemitérios e aos espíritos dos mundos.
Traz consigo a morte e o renascimento,  varre as impurezas da face da Terra.
À ele pertencem as doenças epidêmicas, como a varíola, a peste bubônica, a sarna, assim como todas as doenças de pele (lepra por exemplo); enfim todos os males que começam com febre muito alta.
Tem o poder de criar e acabar com estas doenças.
Para muitos é curandeiro, sendo considerado o " médico dos pobres ".

OYÁ/IANSÃ:

Iansã é o Orixá dos ventos, das tempestades e do rio Niger. De acordo com os seus itans, está ligada à água, ao fogo e à terra.
Violenta, porém de rara beleza. Sua violência pode ser caracterizada, por sua importância na natureza. Domina os raios, ventos e tempestades, como exerce também a renovação da vida e a morte.
Capaz de cuspir fogo e controlar os eguns (espíritos dos mortos).
O nome Iansã significa: "mãe de 9 filhos", pois contam os itans que teve 9 filhos.

Oyá: Nome do rio Odò Oyá que segundo um itan, existia uma cidade chamada Ipô, ameaçada de ser destruída. Foi salva pelo surgimento deste rio, após ser feita uma oferenda das roupas dos membros da comunidade à Oyá.

OSALUFÃ:

Uma das variedades de Osalá. Está ligado à senilidade (o oposto de Osaguiã).
Orisá da CRIAÇÃO, simboliza o começo, a realização, a vida e a morte. No branco de sua cor, estão incluídas as demais cores, por isso ele simboliza o "TODO".
Em seus mitos, é o Orixá que assegura a volta das chuvas, que fecunda os campos. Está associado à Justiça, à calma, à umidade, ao equilíbrio, ao repouso e ao silêncio
Protetor dos aleijados, corcundas e albinos.
Não come sal e tem o caracol como a sua oferenda preferida (o considera símbolo da manifestação do poder genitor do homem, que é o esperma).
Carrega uma cajado chamado "Opasorô" que significa cetro do mistério.
Devemos considerá-lo como nosso Pai, pois participou de nossa criação.

OSAGUIÃ:

Osaguiã é uma das 16 qualidades de Osalá. Originário de Ifé (Nigéria). Correu o mundo e conquistou o seu reinado.Considerado um dos Orisás da CRIAÇÃO!
Valente e jovem guerreiro, considerado filho de Osalufã.
Seu nome significa: "Orixá comedor de inhame pilado".
Está associado ao silêncio, à umidade e ao repouso.

OSUMARÉ:

Orisá da mobilidade e da atividade. É uma grande serpente mítica que sai da terra e sobe para o céu, cingindo com a sua longa cauda de várias cores (arco-íris), para em seguida voltar a enfiar-se na terra de onde veio.
Originário do Daomé, onde é chamado de DAN.
Vem do território Mahi, com seu irmão Omulu e sua mãe Nanã.
Representante da riqueza, e alguns itans dizem que serve à Sangô.
Transporta a água da chuva que cai sobre a terra, levando-a de volta às nuvens.
Também é o afugentado da chuva, o vidente do céu e o curador das Divindades. Filho de Osalá.

SANGÔ:

Originário do território de Tapá. Embora seja considerado originário da Nigéria, outros povos tiveram conhecimento de sua existência.
Foi Rei de Kossô (cidade que conquistou através da guerra). Apesar de ser ligado à violência incontrolável, geralmente está também associado a uma profunda Justiça e amor.
Sangô é a origem do trovão. Carrega um machado de 2 lâminas chamado Osé. Seu símbolo é a pedra do raio (considerada como o machado lançado por ele).
Ligado ao fogo. Conta um itan que tudo que ele comia saia como fogo ao cuspir.
Também ligado a 3 mulheres: Obá, Iansã e Osun.
Nas lendas Osun o conquistou pela comida, Iansã pela beleza e valentia e Obá pela dedicação, fidelidade e amor.

NANÃ:

Muito respeitada e poderosa. A raiz de seu nome significa "mã". Tida como a mais antiga divindade das águas. Não águas dos rios ou mares e sim dos lagos, das águas paradas e lamacentas dos pântanos, mangues.
A lama, o poço, água e lama de grandes buracos são os símbolos deste Osixá (representam as primeiras águas).
Originária do Daomé, da nação jeje, diz à lenda que é filha de um grande pássaro chamado ÀTIORO, da cidade de Ofá. Diz a lenda que é mãe de Osumaré e Omulu.
Não aceita sacrifícios em que sejam usados instrumentos de metal.
Não rende homenagem à Ogun.
Carrega o Ibirí, acalentando-o como à uma criança.
Vive no seio da terra escura (espírito dos mananciais). É a avó, dona da terra e SENHORA DONA DOS CAURIS (BÚZIOS).
Recolhe, acalenta e protege os mortos. Traz a Justiça.

OSSAIN:

O segredo das folhas pertence ao Orisá Ossain.
Ele é o dono absoluto de seus poderes e segredos, assim como das palavras apropriadas para provocar sua ação curativa e mágica.
Representado por um pequeno pássaro chamado EYE, pousado sobre uma haste de ferro rodeada por outras 6, simbolizando uma árvore com 7 ramos.
Ossain está intimamente associado ao poder da adivinhação. Dizem que é escravo de Orumilá (Divindade da adivinhação). Porém com o tempo passou a ser concorrente, pois tem a virtude de curar os seres vivos.
Ossain é o "Curador Divino". Seu filho chama-se "REMÉDIO", pois através dele à base de ervas que este Orisá cura as pessoas.
Portador de um defeito físico, tem apenas um braço, anda com uma só perna, vê com um olho e ouve com um só ouvido. Apesar disso é caçador e com o seu arco é o guardião da mata virgem.

OBÁ:

Orixá do rio Obá. Valente e guerreira.
Embora seja velha e desajeitada, assim como sem charme, é vigorosa, corajosa e leal.
Guerreira respeitada pelos Orisás, usa um sabre e o seu maior prazer é lutar.
Foi mulher de Ogun. Também é a terceira mais antiga das mulheres de Sangô.
Rival de Osun e em uma luta perdeu uma orelha.
Também é considerada a "senhora mãe dos mortos" (que domina), pois é tida como mãe do nono Egun.
Associada à água e à cor vermelha.

EWÁ:

Filha de Osalá e Iemanjá.
Orisá casta, tem o poder de se tornar invisível de penetrar nos mistérios de Ifá (divindade da adivinhação).
Seus domínios são as ilhas e penínsulas, o céu estrelado, a chuva e a faixa branca do arco-íris.
É protetora das virgens e pelo contrario do que muitos dizem, os filhos de Ewa não são virgens, Ewa apenas protege as virgens.

LOGUNEDÉ:

Filho de Osóssi e Osun. Tem atributos da elegância, da beleza e da sedução.
Durante 6 meses do ano, ele  caminha pelas matas, domínios de seu pai caçador. Nos outros 6 meses, ele faz parte  das águas doces, que pertencem à sua mãe.
Sempre representado como um adolescente.
  
OSALÁ:

Pai Supremo que separou o mundo espiritual do material.
Criou os seres vivos e gerou os Orisás. Pai maior.
Tem o poder de reger a vida e a morte.
Ao mesmo tempo em que é bondoso e tolerante, também pode ser firme e severo.
Osalá prefere sempre seguir o caminho do amor.
Suas esposas são Nanã e Iemanjá.
O único que se encontra acima dele é Olorun (DEUS).
Quando representado em sua forma jovem recebe o nome de Osaguiã.
Quando representado em sua forma velha recebe o nome de Osalufã.

IFÁ:

Divindade da adivinhação. Ifá é o dono do jogo de búzios.
Seu principal atributo é o conhecimento.
Ele sabe o que espera cada divindade e cada ser humano, pois é o senhor dos segredos do destino.

ORUMILÁ:

Grande sacerdote do destino. O testemunho, aquele que sabe do passado, presente e futuro.
Sempre veste branco.
Senhor da Terra, zelador de tudo que ela contém.
Protetor do destino dos seres vivos.
Orumilá torna a Terra confortável, fértil e com fartura.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Bolar no Santo / Iniciação

Bolar no santo

É o mesmo que "cair" no santo. Este é o sinal que indica a necessidade de iniciação de uma pessoa no candomblé.
Acontece sem previsão, normalmente numa festa: durante a dança e os cânticos, o orisá se "manifesta" no futuro filho de santo (Yao), que é agitado por tremores e sobressaltos violentos.
Quem já "bolou" conta que sentiu arrepios, calor, fraqueza e sensação de desmaio. Quando acorda no roncó (o quarto do terreiro reservado à pessoa que "bolou"), o abia não consegue se lembrar de nada do que aconteceu.


Rituais de inicialização do Candomblé:



Feitura de santo é um termo que usamos para iniciar alguém no culto aos orixás.

Esse ritual representa um renascimento,de abiã você torna-se um yao, tudo será novo, inclusive seu nome a qual será chamado na comunidade.

A feitura começa com o recolhimento, são 21 dias de reclusão, e neste período são realizados banhos, Boris (uma das oferendas mais importantes que visa o bem estar individual no Candomblé), oferendas, ebós, é onde todo o aprendizado começa,os ensinamentos as rezas, as dança, as cantigas, etc.

A festa ritualística é que marca o término deste período, a festa é denominada saída de yao, neste momento ele será apresentado à comunidade. 

Ele será acompanhado por uma autoridade à frente de todos para que lhe sejam feitas homenagens.

São feitas 4 saídas, 3 de muzenza e 1 de "gala"

Deitado sobre uma esteira, ele saudará com dobalé ou iká e paó, que são palmas compassadas que serão dadas a cada reverência feita pelo yao e acompanhadas por todos presentes, como demonstração de que a partir daquele momento ele nunca mais estará sozinho na sua caminhada. 

Primeiramente saudará o mundo, neste momento a localização da esteira é na porta principal da casa (geralmente porta de Ogun).
No seu interior, ele saudará a comunidade e por último, frente aos atabaques que representam as autoridades presentes.

O momento mais aguardado das saidas é o orukó. Neste momento o Orisá dirá o nome de iniciação de seu filho perante todos e também é neste momento que se abre a sua idade cronológica dentro de sua vida no santo.

Até que o yao complete a maior idade de santo, terá que continuar dia a dia o seu aprendizado e reforçar os seus votos por meio das obrigações.

Geralmente as obrigações são com 1, 3, 5 anos e por fim a obrigação de 7 anos, onde o yao se torna um egbomi (isso se o Baba ou Iya tiver a certeza que o yao esta preparado, caso contrario o yao podera ter 7, 8, 12 anos , mas não receberá esta obrigação)